Como funciona o ranking que colocou o Brasil em 30º entre os mais ecológicos do mundo

Lydia Cintra – Revista Super Interessante – mar2012

O ranking Environmental Performance Index (EPI/Índice de Performance Ambiental), divulgado pela Universidades de Yale, abrange 132 países. Na extensa lista, o Brasil aparece em 30º, um bom lugar. Mas, nós vamos tão bem assim? Em análise comparativa, é possível dizer que sim. No entanto, nem todos os critérios utilizados na pesquisa são positivos para o Brasil.

O índice foi criado no ano de 2000, com o nome de ESI-Environmental Sustainability Index (Índice de Sustentabilidade Ambiental). Segundo o relatório oficial (em inglês), que explica as metodologias utilizadas, “o objetivo do EPI é oferecer métricas quantitativas baseadas na ciência para auxiliar os países no desenvolvimento de metas sustentáveis de longo prazo”.

Os três primeiros lugares do ranking são ocupados por Suíça, Letônia e Noruega. O Iraque ficou com a última posição (132º). Os EUA aparecem em 49º, China em 116º e Índia em 125º. O Brasil está logo atrás de Taiwan e logo à frente do Equador.


A agricultura brasileira não ficou tão bem…

Como é feito o EPI?
O índice possui 22 indicadores, encaixados nas 10 seguintes categorias:

1. Meio ambiente saudável
2. Efeitos da água na saúde humana
3. Efeitos da poluição do ar na saúde humana
4. Efeitos da poluição do ar nos ecossistemas
5. Recursos hídricos
6. Biodiversidade e habitat
7. Florestas
8. Pesca
9. Agricultura
10. Mudanças climáticas

A categoria Biodiversidade foi a que deu melhor pontuação para o Brasil. No entanto, a análise individual de cada um dos itens revela alguns dados interessantes: se o índice levasse em conta apenas a categoria Florestas (com os indicadores “cobertura vegetal” e “perda de floresta”), a posição do Brasil cairia para 101º. Já na Agricultura (“subsídios agrícolas” e “regulamentação de agrotóxicos”), estaríamos em 51º.

Mudança
Este ano os autores do estudo agregaram outro mecanismo que analisa as tendências de cada categoria na última década (de 2000 a 2010), chamado Pilot Trend (“tendência piloto”). “É um complemento ao ranking de performance e mostra quais países estão melhorando e quais estão declinando com o tempo”.

Neste caso, a pontuação vai de -50 a 50 (em que os extremos significam, respectivamente, o “maior declínio” ou o “melhor progresso”). Nas categorias Agricultura, Pesca, Florestas e Recursos Hídricos, o Brasil apresentou pontuação negativa – ou seja, nestes setores, a situação piorou nos últimos 10 anos.

O mapa apresentado no site o EPI mostra a distribuição das melhores e piores performances de acordo com escala de cores que vai do verde escuro (as melhores) até o vermelho escuro (as piores). África e Ásia concentram a maior parte das pontuações mais baixas e dos países com as últimas posições do ranking geral.

site oficial do Environmental Performance Index detalha os dados de cada país (em inglês).

(Imagens: 1.Wikimedia Commons; 2. Google Maps/Environmental Performance Index)

 

Sobre ivanmello

Formado em Gestão de Comércio Eletrônico com MBA em Gestão de Marketing. Também fez Psicologia pela USP e Administração de Empresas pela UAM. Está cursando a pós-graduação em Gestão de meio ambiente pela Escola de Contas do Tribunal de Contas do Município de São Paulo. Na liderança do PSDB na Câmara Municipal de São Paulo fez a gestão, acompanhamento e consultoria para os projetos de lei na Câmara Municipal de São Paulo, além da articulação junto às comissões. Diretor comercial da Kapte Consultoria e Capacitação em Ecoeficiência e coordenador e professor na FUNDACE – USP do curso “Lei Nacional de Resíduos Sólidos – Impactos na Gestão Empresarial”. Foi chefe de Gabinete do Vereador Aurélio Nomura e Vice-presidente do Instituto Zero a seis – Primeira Infância e cultura de paz, além de diretor do Projeto VACINA, desenvolvido em conjunto com a FIA-USP onde mensurou os fatores de risco e de proteção à primeira infância e executou a capacitação dos educadores em dois municípios do interior paulista. Como gestor ambiental, participa a Comissão Extraordinária Permanente do Meio Ambiente na CMSP. Como consultor socioambiental, elabora, planeja, implementa e avalia projetos e programas na área educacional, com foco no Desenvolvimento Socioambiental Sustentável, além de organizador seminários, congressos, eventos e palestras. Lidera equipes de profissionais na captação e na implantação projetos sociais, ambientais, educacionais e culturais.
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